segunda-feira, 26 de março de 2018

Vou pensar direitinho

Quantas vezes você não autorizou seu corretor a contratar um seguro que ele ofereceu porque resolveu "pensar direitinho"? Isso pode ser o detalhe que te separa de uma catástrofe financeira ou não.


Sabe quando você entra em uma loja interessado em um produto mas, na hora de realmente comprar o produto você dá um passo para trás e resolve esperar um pouco? Talvez pesquisar mais, ou esperar uma promoção?

Muitas vezes temos certeza que o produto é exatamente o que precisamos, que a loja é de confiança e que iremos conseguir pagar o preço mas, mesmo assim, não nos sentimos confortáveis o suficiente para desembolsar o valor. 

É comum e perfeitamente saudável, desde que não se trate de um seguro!

No exemplo da loja acima, vamos supor que você deixe de comprar um smartphone que estava querendo há muito tempo, quais as consequências dessa desistência de última hora? Talvez os preços subam e você tenha que pagar mais no futuro, ou talvez quando decidir comprar não tenha mais a cor ou a configuração que você queria. Não é o melhor dos mundos, mas também não é  um grande problema.

Porém, quando falamos de seguros, as consequências podem ser devastadoras!

Vamos supor que seu corretor de seguros de confiança, que conhece você e sua família, lhe proponha a contratação de um seguro residencial. Ele irá te explicar todas as coberturas, ajustar o que for necessário e te mostrar as formas de pagamento e parcelamento como em toda contratação de seguro.

Satisfeito, você entende que realmente seria muito interessante proteger seu patrimônio com aquela apólice e está interessado em contratar. Porém, com a insegurança de assumir mais uma parcela em seu orçamento, pede ao seu corretor que espere mais um pouco, para você "pensar direitinho".

Sabe o que isso significa? Mesmo sabendo que precisa proteger seu patrimônio e sua família, você colocou a insegurança na frente da proteção financeira.

Se nada acontece e, daqui duas semanas, você se sente mais confortável e decide contratar, ótimo! Agora você está protegido.
Mas e se acontece alguma coisa? Um roubo, uma sobrecarga elétrica ou mesmo um incêndio? A sua indecisão, baseada em uma insegurança injustificada, simplesmente irá custar muito mais do que a parcela do seguro. 

Em eventos menores é claro que o impacto financeiro pode ser facilmente absorvido, mas, ao imaginar um evento de grandes proporções o valor da parcela evitada se torna irrisório.

Não se trata aqui de aceitar toda e qualquer proposta oferecida, mas veja que no exemplo você já identificou que seria interessante ter a proteção, se isto ocorreu significa que o risco de fato existe e, não protegê-lo é assumi-lo!

Será que você está disposto a assumir este risco? O que sua família acharia se você contasse que teve a oportunidade de protegê-los antes de uma tragédia mas simplesmente optou por "pensar direitinho?".

Não seria bem melhor o contrário? Após uma tragédia, falar para a sua família: não se preocupem, pois estamos SEGUROS!