quarta-feira, 19 de abril de 2017

Seguro de vida é coisa de rico?

Se algum dia você já conversou sobre seguro de vida, deve ter ouvido as frases mais comuns como "isso é pra rico" ou "pra que fazer um seguro de vida se não tenho nada". Essa visão do seguro de vida é uma das mais equivocadas e vale a reflexão se esse produto é mesmo somente para quem já possui um patrimônio razoável.

Antes de mais nada é preciso esclarecer qual o bem que o seguro de vida protege.

Todo e qualquer seguro tem o objetivo de repor um bem, um patrimônio, no seguro de vida não é diferente. Porém, muitas pessoas se confundem sobre qual o bem protegido e tendem a pensar que é a vida de quem contrata o seguro, quando não é.

Cada vida é infinitamente e igualmente importante. Não há valor patrimonial ou financeiro que compense a ausência de um ente querido. Qualquer vida tem um valor inestimável e incalculável.

Mas, a renda que aquela pessoa produz, não. Essa renda é facilmente percebida e calculada e, é esta renda que se protege com uma apólice de seguro de vida. Na ausência da pessoa, a renda cessa e sua família sofre um prejuízo patrimonial mensal não podendo mais contar com aquele valor que lhes ajudava a garantir o sustento.

Portanto, o primeiro passo é deixar de pensar no seguro de vida como um proteção à própria pessoa e passar a considerá-lo como uma proteção à renda e à família de quem o contrata, pois é isso que ele é.

Se o objetivo do seguro é garantir a manutenção dos custos de vida para uma família na ausência de uma das pessoas que colaborava com composição da renda, será que quem mais precisa desta proteção são famílias de alto poder aquisitivo e com muitos patrimônios ou famílias de baixo poder aquisitivo e sem patrimônio constituído?

Pra qual das famílias uma indenização que corresponda, por exemplo, a dez anos de renda mensal fará mais diferença? Será que é a família que possui muito patrimônio e tem a opção de vender alguns bens para manter o padrão de vida ou será a família que irá sentir o impacto no próximo mês ao ir no supermercado e não poder mais contar com a renda de um pai ou de uma mãe?

Muitas famílias que ainda não possuem uma condição financeira completamente estável e confortável batalharam muito para poder comprar um imóvel, um automóvel ou ter algum dinheiro guardado. Os pais dessas famílias lutam diariamente para dar aos seus filhos condições que eles mesmos nunca tiveram. Será que eles gostariam de ver sua família ter que vender esse pouco patrimônio duramente conquistado para quitar contas e garantir coisas básicas como comida e vestuário?

As pessoas que mais precisam proteger suas rendas através de um seguro de vida, são exatamente aquelas que mais dependem dessa renda para manter suas vidas. Estas famílias terão a oportunidade, através de um seguro de vida, de continuar a acumular patrimônio e prover, cada dia mais, um padrão de vida mais confortável para seus filhos, netos, e todas as gerações que virão

Isso não quer dizer que famílias de alta renda não precisem também dessa proteção, um exemplo disso é que muitas famílias que possuem diversos bens se vêem acuadas com as custas de inventário  e, uma indenização bem dimensionada pode dar um fôlego para atravessar esse processo.

Por isso, não importa a renda ou a composição de sua família, se você se preocupa com ela, procure seu Corretor de Seguros e entenda quais as opções para protegê-los. Seguro de vida é um dos maiores atos de amor que você pode praticar por eles, pois é ele que vai ajudar quem você mais ama, se um dia você mesmo não puder mais fazer isso.

Um comentário :

  1. Excelente Thiago, em qualquer nível social econômico o segundo de vida garante a tranquilidade econômica para as adaptações dos familiares para a nova situação.
    Eu sei disto com todo conhecimento, pois vivi isso em minha adolescência e infelizmente não havia seguro;

    ResponderExcluir