quinta-feira, 27 de abril de 2017

Porque o corretor tradicional odeia a Youse?

Não há o que se esconder, uma das grandes guerras do atual mercado de seguros é entre os corretores tradicionais e a Youse. Mas afinal, porque será que a maioria dos corretor de seguros odeia tanto a Youse?

Será por conta de sua proposta de interação com os clientes através das redes sociais?
Dificilmente, outras empresas já fizeram isso (e ainda o fazem) e não despertam tanto ódio nos Corretores de Seguros. Inclusive, muitos deles já interagem com seu cliente, seja através do WhatsApp, Facebook, Twitter ou outras tantas redes sociais.

Será então por conta da forma despojada com que ela se apresenta?
Também parece que não é esse o motivo principal, afinal, tudo hoje está mais despojado que antigamente, a gravata esta cada vez menos na moda e as comunicações estão bem mais descontraídas. Ser despojado é bom, a comunicação com o cliente fica mais leve.

Será pelos milhões investidos em publicidade, das veiculações nos horários mais nobres e nos canais de maior audiência do público, afirmando que trata-se de "seguro sem corretor".
Mesmo estas ações de marketing serem um sonho muito distante para a maioria dos corretores e esta afirmação ser extremamente provocativa, além de tecnicamente incorreta, não é suficiente para provocar tamanha reação. Os corretores já cansaram de ver investidas das seguradoras na forma de venda direta e nunca entraram em tamanho pé de guerra como agora.

Será então o preço? 
A Youse, como a maioria das empresas que apostam na venda em grande escala, divulga que seu produto tem o melhor preço do mercado. Isso até poderia ser o principal mote para o conflito, mas essa vantagem da Youse já foi desmontada por simulações mostrando que, quando comparadas as mesmas coberturas, o preço tende a ser igual, quando não maior.

Então qual a grande razão para que os corretores de seguros tradicionais ataquem tanto a Youse?

Para realmente entendermos esse grande conflito, precismos refletir sobre a razão de ser de um corretor de seguros, ou seja, o motivo pelo qual ele abre suas portas todas as manhã e atende seus clientes. A missão da maioria esmagadora dos corretores é, antes de mais nada, proteger o seu cliente daquilo que ele não pode se proteger sozinho.

O corretor de seguros só fica satisfeito quando sabe, com certeza absoluta, que seu cliente está seguro, que ele e seus bens estão devidamente protegidos por uma apólice bem dimensionada e analisada em seus mínimos detalhes. Por esse motivo, vemos tantos corretores esticando seus horários de trabalho, abrindo mão de seu próprio tempo, para atender a todos seus segurados, abrindo mão até de sua própria remuneração, simplesmente porque não conseguem ver seu cliente desprotegido.

Além desse fator existe outro ponto que deve ser entendido: o corretor de seguros sabe o quão complexo é um contrato de um seguro, ele sabe o quanto custa um erro no perfil, a falta de uma cobertura necessária ou a contratação de uma cláusula que traga uma desvantagem ao cliente. O corretor estuda os termos de cada seguradora, ele já passou por diversas situações e tem a experiência necessária para saber exatamente o que o cliente precisa.

Portanto, o corretor de seguros tradicional ataca tanto a Youse, simplesmente porque ele tem medo que seu cliente fique desamparado. Ele tem medo que seu cliente se confunda na hora de escolher as coberturas e não contrate uma apólice que o ampare, ele tem medo que seu cliente contrate uma franquia maior do que a ideal e tenha que amargar um prejuízo desproporcional na hora de um sinistro, ele tem medo que seu cliente se decepcione com o que ele mesmo contratou, sem ter um intermediário que o conheça profundamente, ele tem medo que seu cliente tenha que mergulhar em um contrato cheio de termos técnicos e expressões indecifráveis pra saber se ele tem ou não uma cobertura, ele tem medo que seu cliente fique parado a beira da estrada porque esqueceu de contratar a assistência mais completa.

O corretor de seguros não odeia a Youse, o que ele odeia é pensar na hipótese, mesmo que remota, de ver seu cliente desprotegido.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Seguro de vida é coisa de rico?

Se algum dia você já conversou sobre seguro de vida, deve ter ouvido as frases mais comuns como "isso é pra rico" ou "pra que fazer um seguro de vida se não tenho nada". Essa visão do seguro de vida é uma das mais equivocadas e vale a reflexão se esse produto é mesmo somente para quem já possui um patrimônio razoável.

Antes de mais nada é preciso esclarecer qual o bem que o seguro de vida protege.

Todo e qualquer seguro tem o objetivo de repor um bem, um patrimônio, no seguro de vida não é diferente. Porém, muitas pessoas se confundem sobre qual o bem protegido e tendem a pensar que é a vida de quem contrata o seguro, quando não é.

Cada vida é infinitamente e igualmente importante. Não há valor patrimonial ou financeiro que compense a ausência de um ente querido. Qualquer vida tem um valor inestimável e incalculável.

Mas, a renda que aquela pessoa produz, não. Essa renda é facilmente percebida e calculada e, é esta renda que se protege com uma apólice de seguro de vida. Na ausência da pessoa, a renda cessa e sua família sofre um prejuízo patrimonial mensal não podendo mais contar com aquele valor que lhes ajudava a garantir o sustento.

Portanto, o primeiro passo é deixar de pensar no seguro de vida como um proteção à própria pessoa e passar a considerá-lo como uma proteção à renda e à família de quem o contrata, pois é isso que ele é.

Se o objetivo do seguro é garantir a manutenção dos custos de vida para uma família na ausência de uma das pessoas que colaborava com composição da renda, será que quem mais precisa desta proteção são famílias de alto poder aquisitivo e com muitos patrimônios ou famílias de baixo poder aquisitivo e sem patrimônio constituído?

Pra qual das famílias uma indenização que corresponda, por exemplo, a dez anos de renda mensal fará mais diferença? Será que é a família que possui muito patrimônio e tem a opção de vender alguns bens para manter o padrão de vida ou será a família que irá sentir o impacto no próximo mês ao ir no supermercado e não poder mais contar com a renda de um pai ou de uma mãe?

Muitas famílias que ainda não possuem uma condição financeira completamente estável e confortável batalharam muito para poder comprar um imóvel, um automóvel ou ter algum dinheiro guardado. Os pais dessas famílias lutam diariamente para dar aos seus filhos condições que eles mesmos nunca tiveram. Será que eles gostariam de ver sua família ter que vender esse pouco patrimônio duramente conquistado para quitar contas e garantir coisas básicas como comida e vestuário?

As pessoas que mais precisam proteger suas rendas através de um seguro de vida, são exatamente aquelas que mais dependem dessa renda para manter suas vidas. Estas famílias terão a oportunidade, através de um seguro de vida, de continuar a acumular patrimônio e prover, cada dia mais, um padrão de vida mais confortável para seus filhos, netos, e todas as gerações que virão

Isso não quer dizer que famílias de alta renda não precisem também dessa proteção, um exemplo disso é que muitas famílias que possuem diversos bens se vêem acuadas com as custas de inventário  e, uma indenização bem dimensionada pode dar um fôlego para atravessar esse processo.

Por isso, não importa a renda ou a composição de sua família, se você se preocupa com ela, procure seu Corretor de Seguros e entenda quais as opções para protegê-los. Seguro de vida é um dos maiores atos de amor que você pode praticar por eles, pois é ele que vai ajudar quem você mais ama, se um dia você mesmo não puder mais fazer isso.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Seu carro tem seguro? Então você precisa saber disso.

Se você possui uma apólice de automóvel, você precisa conhecer algumas práticas desse ramo que podem, e muito, prejudicar sua cobertura causando um enorme prejuízo a você, sua família e sua empresa.

O seguro de automóvel é um dos ramos mais disputados entre corretores e seguradoras criando a necessidade de diferenciação para conquistar o cliente.

A concorrência, quando sadia, é uma das melhores formas de beneficiar o consumidor pois as empresas que disputam a preferência desse cliente buscam oferecer cada vez mais vantagem e benefícios.

Mas nem tudo são flores, é preciso ficar atento para identificar quando uma vantagem oferecida realmente é benéfica ou é simplesmente uma forma de iludir o cliente que, no futuro, ficará desamparado e amargando um enorme prejuízo.

Por isso, é preciso colocar algumas verdades na mesa para que você, cliente, não caia em armadilhas nesse mercado tão disputado como é o de seguro de automóvel:

1 - Existem produtos ilegais sendo chamados de SEGURO - a única solução que garante a indenização do seu bem em caso de um evento futuro e incerto é um seguro. Qualquer outro produto que não tenha esse nome e não seja comercializado por um SEGURADORA  não é seguro e pode ser até ilegal.

2 - Seguro só pode ser intermediado através de um CORRETOR ou uma CORRETORA DE SEGUROS - Você só terá segurança se souber quem é o corretor de seguros responsável por sua apólice, ele ou ela é quem irá te ajudar quando você mais precisar, ou seja, na hora de um acidente. Qualquer outro profissional não será responsabilizado, não estará capacitado, e nem será fiscalizado pela má intermediação de um seguro. Ficou na dúvida na hora de contratar sua apólice? Exija falar com o CORRETOR responsável. Te enrolaram e ele não pode te atender? Já pode imaginar como será em um sinistro.

3 - Contrate um CORRETOR de sua CONFIANÇA - em toda família existem as "ovelhas negras", na profissão de Corretor de Seguros não é diferente (veja este artigo). As desonestidades praticadas pelos maus corretores são inúmeras, entre elas, reter o valor pago pelo segurado e não repassar à seguradora, alterar o perfil para baratear o preço e ganhar a concorrência, cancelar apólices de outros corretores sem o consentimento do segurado, contratar coberturas desnecessárias ou não contratar coberturas essenciais, aumentar a franquia para melhorar o custo sem a autorização do cliente, entre tantas outras práticas completamente prejudiciais ao cliente. Por isso, ao escolher um Corretor pesquise sobre ele, busque referências e indicações e, o mais importante, converse com ele!

Mas não se assuste, embora muito concorrido o mercado de seguro automotivo no Brasil é, em sua grande maioria, saudável e extremamente necessário para proteção deste patrimônio tão importante para as pessoas.

Para se manter seguro, esteja sempre atento quando a oferta contiver algum elemento muito vantajoso em relação a proposta feita pelo seu corretor de confiança e, sempre, abra o jogo com seu corretor. Ele é seu representante e sempre irá te proteger das práticas desonestas do mercado.

É bem verdade que nem sempre ele poderá te oferecer o menor preço, mas em todos os mercados existe uma regra que nunca muda: o preço de um serviço é exatamente proporcional ao que ele oferece. Será que vale a pena arriscar ter algo que não é seguro, que vai te deixar na mão na hora que você mais precisa? A diferença paga o risco?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Pra que seguro?

O blog já tem um novo nome!

Escolhido pela maioria dos leitores, o novo nome para o Blog irá facilitar a divulgação dos textos e compartilhamento por outros corretores e corretoras.

Assim as ideias divulgadas terão ainda mais alcance!

O novo nome instiga aquele que ainda não compreendeu a importância do seguro a refletir sobre este serviço que é a base para uma sociedade seguro e protegida.

Muito obrigado a todos que participaram e, em breve, novos textos no: