segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Será a Youse a culpada?

É preciso discutir o que a Youse está fazendo.

Com um marketing arrojado a Youse veiculou mais uma ação de alto impacto e provocou a fúria de corretores de seguros em todo o país e, principalmente, nas redes sociais.

Longe de qualquer visão jornalística ou investigativa, o que a Youse tem feito é oferecer uma solução securitária de simples contratação, uma roupagem descontraída e com foco na distribuição por canais modernos de contato com o cliente, em suma, eles atacam um novo tipo de consumidor que odeia a burocracia.

Sim, contratar um seguro bem elaborado e dimensionado às necessidades de cada segurado, através de um bom corretor é um processo burocrático, e não se engane achando que a burocracia é apenas para o segurado, para os corretores é ainda maior.

O segurado que contrata um seguro através de um corretor passa pelo processo tradicional de confirmação de perfil através de infindáveis perguntas e conferência de um proposta carregada de termos técnicos e de impossível compreensão para quem não estudou ou não conhece o vocabulário do ramo de seguros.

E para o corretor? Não basta apenas decifrar os termos da proposta, é necessário conhecer as centenas de páginas das condições gerais, de cada uma das companhias que irá oferecer ao seu segurado, se forem cinco, já estamos falando de quinhentas páginas de leitura obrigatória para oferecer um seguro de automóvel, sem falar do manual de serviços da assistência 24hrs.

Depois de conhecer todas os detalhes do produto, o corretor ainda precisa fazer um verdadeiro interrogatório com seu cliente, muitas vezes gerando desconforto e desgastando sua relação com sua principal fonte de renda, o segurado.

Ultrapassada esta barreira ainda existem todas as obrigações fiscais, trabalhistas e administrativas que o corretor é obrigado a cumprir, muitas vezes, sozinho, pois a grande maioria dos corretores não possui um departamento para cada uma dessas áreas, ele faz tudo.

E neste abismo de burocracia em que vive o pequeno e tradicional corretor é que surgiu uma empresa moderna, inteligente e com muito investimento, a Youse, da Caixa Seguradora, orgulhando-se dizer contribui para a cultura de seguros no Brasil, com toda a razão!

A Youse distribui seguros de uma forma como o consumidor brasileiro nunca teve acesso através de seu corretor, mas não porque ele não quis, porque ele não consegue! Os órgãos de fiscalização e a legislação sobre o corretor de seguros é tão densa e sufocante que sequer ele consegue expandir sua carteira para ramos os quais seus clientes não o procuram.

A maioria dos corretores de seguros não tem tempo para oferecer um produto diferenciado ao seu segurado pois está ocupado tentando acessar o site da seguradora que não fica online, ou gerando notas fiscais no complexo site da prefeitura, ou no sindicato homologando acordos de funcionários que além de deixarem ele na mão ainda levam na mala uma gorda indenização e alguns dos clientes que ele batalhou tanto para conseguir, ou esperando uma eternidade para falar com seu gerente e conseguir um desconto "extraordinário" para igualar seu preço com um de uma concessionária qualquer ou discutindo orçamentos de reparo com uma oficina, entre tantas outras tarefas que deixam, diariamente, os corretores exaustos, fisicamente e psicologicamente.

O bom corretor de seguros sonha em anteder como a Youse, pelo Facebook, com uma conversa amigável, com tempo pra bater papo e sem burocracia, mas a legislação e as seguradoras não permitem isso! Como já publicado em outro texto (Nessa terra de gigantes), muitas vezes as grandes corretoras tem vantagens econômicas e operacionais que permitem com que a operação delas seja menos ajustada possibilitando ajustes posteriores para sanar detalhes que não foram atentados na contratação do seguro. E quem paga por essa diferença? Os pequenos corretores, q
ue precisam ter a excelência de cuidados na contratação de suas apólices pois, depois de ocorrido o sinistro, não existe mais ajuste, correção ou "liberação comercial", é recusa de sinistro e prejuízo para o segurado e para o corretor que, certamente, perderá seu cliente.

Mas o mais impressionante é que, com todas essas dificuldades, não é raro ouvirmos de segurados que não trocariam seu antigo e amigo corretor por nada nem ninguém.

A guerra entre os tradicionais, heróis e sufocados corretores de seguros e as grandes empresas com seus departamentos e assessores de mídias sociais só está começando mas é preciso identificar muito bem os verdadeiros inimigos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Texto publicado na Revista ABC Seguro!


Com enorme satisfação informo que fui presenteado com a publicação de um dos textos postados aqui, na Revista ABC Seguro. 

A Revista ABC Seguro é uma publicação da Associação dos Corretores de Seguros do ABC, importante entidade na região!

Para quem ainda não leu o texto segue abaixo, na íntegra.

Para ler a revista completa (vale a pena!), é so acessar clicar aqui.