sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Desculpe-nos pelos maus corretores.

Nós, corretores de seguros, éticos e profissionais, precisamos que você, cliente, nos desculpe pelos maus corretores. 

Ser corretor é gratificante, poder ajudar as pessoas a construir uma vida de forma mais segura é recompensador. Estender a mão para quem precisa, nas piores horas da vida dessa pessoa, é uma responsabilidade que, só que é um verdadeiro agente do bem estar social, como o Corretor de Seguros, assume e se entrega de corpo e alma. Sem fazer corpo mole e criando formas e maneiras de passar ao seu cliente a importância de uma boa e bem elaborada apólice de seguro.

Nossa categoria é unida e interessada no constante aperfeiçoamento, acolhemos os novos corretores e valorizamos nossos experientes mestres. Temos diversas entidades de classe, sindicais ou não, que lutam diariamente pela proteção, não só de nossa categoria, mas principalmente daquilo pelo que mais zelamos, nossos clientes, os segurados.

Mas, mesmo assim, precisamos nos desculpar. Como em todas profissão, existem "profissionais" que não se interessam pela ética, pelo respeito ou pelas regras. Que denigrem a nossa imagem e a do seguro.

São por estes profissionais que ouvimos algumas vezes comentários como: "seguro não serve pra nada", "quando a gente mais precisa, o seguro não funciona", "seguradora é tudo igual, só quer receber".

Esses maus profissionais não se incomodam em preencher errado as informações na sua proposta de seguro para poder deixar ele mais barato. Eles não se preocupam em entender dos produtos que vendem para poder auxiliá-lo a contratar o que você realmente precisa. Eles não se preocupam em atendê-lo quando você precisa ou se preocupar quando algum acidente acontece. Eles não se interessam te oferecer uma solução para quando você vai precisar do seguro, eles querem saber do agora, da hora da contratação do seguro.


Alguns destes profissionais se sentem impunes às regras de mercado e não tem nenhum pudor em adulterar documentos, reter valores pagos para si e enganar, sem nenhum medo, os segurados.  Esses "profissionais" não são corretores, são criminosos com uma autorização para vender seguro.

Como em toda família, algumas pessoas nos envergonham por suas atitudes e nós, corretores de seguros que prezamos pela sua segurança, pedimos desculpas por estas pessoas. Somos ávidos em denunciar, punir e cassar a licença desses corretores. Mas é fato que sempre existirão.

A boa notícia é que nosso mercado está amadurecendo e a grande maioria dos bons ofusca a minoria dos maus corretores. Como água limpa em copo sujo*, estamos trabalhando para tornar este essencial mercado de seguros cada vez mais livre de condutas antiéticas e criminosas.

A medida de um bom corretor de seguros não é só sua experiência, mas, antes disso, o seu caráter e honestidade. Por isso não se espante quando seu corretor falar que desconhece alguma regra daquele seguro, e que precisa consultar a seguradora. Ele optou por buscar a informação antes de te orientar de forma errada, as infindáveis páginas de regras de um simples seguro de automóvel são praticamente impossíveis de decorar, além do que, mudam constantemente. Seu corretor preferiu te proteger.


Um bom corretor de seguros, coloca a sua proteção em primeiro lugar.

*Essa fantástica expressão ouvi de uma simpática atendente dos correios que, indelicadamente, não me recordo o nome mas faço aqui os créditos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fazer seguro online?

Faça seu seguro no banco ou online! Você não precisa de um corretor, afinal, agora é tudo digital, não é mesmo?

Será simples assim?

A era digital, ou da informação, chegou em definitivo para o mercado de seguros e a intensidade com que a Youse e outras empresas tem atacado os usuários de redes sociais não deixa dúvidas de que existe muito investimento e expectativa das empresas que apostam nesta nova forma de contratação de seguros.

Fato é que a contratação online de seguros não é novidade, corretores de seguros já estão mais que habituados a contratar, cancelar, alterar e resolver qualquer tipo de pendência online. A grande maioria das seguradoras disponibiliza sistemas de interação online capazes de suprir quase todas as tarefas que antes eram realizadas por pessoas.

Uma consequência desta revolução é o esvaziamento ou fechamento dos escritórios comerciais das seguradoras fora das matrizes. Com o trabalho burocrático sendo realizado pelos computadores e de modo online, não há mais necessidade de manter uma equipe muito grande nos escritórios regionais e, os que ainda mantém, se limitam à gerentes comerciais e uma ou poucas atendentes.

A venda de seguros online não é nenhuma novidade e nenhum bicho de sete cabeças, pelo contrário, é uma ferramenta de otimização revolucionária do mercado.

O problema é a corretagem de seguros online.

Quem vende seguro é seguradora, os corretores de seguros vendem a corretagem. Fazer a corretagem não envolve só vender o seguro, aliás, somente depois de uma boa corretagem é que se vende um seguro! Corretagem é estar disponível para atender o segurado, é ter conhecimento e instrumentos técnicos para identificar o risco, é ter a sua disposição uma lista de coberturas que podem ser importantes para o cliente, é ter experiência para lembrar de casos similares ao do segurado e propor um modelo de proteção que não o deixe vulnerável, é ter passado por vários processos de sinistro e saber quais a formas de torná-lo mais rápido e agradável ao segurado.

Brigar com a evolução é uma luta inglória e certamente o modelo digital irá encontrar um formato que atenda de modo efetivo o cliente, mas será que já chegamos nesse ponto?

O que se tem notado são atendentes muito simpáticos e irreverentes, negociando com segurados através das redes sociais com um raso conhecimento sobre seguros, se valendo de pesquisas nas condições gerais para esclarecer dúvidas.

O segurado, muitas vezes, não precisa de uma pesquisa nas condições gerais, ele precisa que alguém, tenha a delicadeza de perguntar se ele viaja longas distâncias com o carro e lhe ofereça um limite de guincho maior. 

O segurado não precisa de alguém que simplesmente lhe ofereça um seguro contra terceiros maior, ele precisa de alguém que conte uma história de outro segurado que se envolveu em um acidente e acabou tendo que indenizar um veículo de alto valor de um terceiro. 

O segurado não precisa de alguém lhe dizendo que seu processo de sinistro encontra-se em análise, ele precisa de alguém que lhe antecipe quais os próximos passos, quais os documentos podem ou não ser solicitados e quanto tem demorado a análise de sinistros como os dele.

O segurado precisa sim, de uma abordagem online e prática, mas, para ser plenamente atendido, ele ainda precisa de um CORRETOR DE SEGUROS.