quarta-feira, 8 de junho de 2016

Seu cliente precisa de um seguro que nem existe no Brasil

Imagine um mercado sem dados estatísticos de longo prazo, sem uma variedade de produtos disponíveis, com uma demanda de importâncias seguradas de até dois bilhões de dólares, com um crescimento exponencial, com carência de profissionais e regulação, e que sequer tem um nome no Brasil. Este é o mercado de riscos virtuais, ou cibernéticos, ou de informática. Em diversos sites internacionais já se publicam, mais que uma vez ao dia, notícias sobre os riscos virtuais. As manchetes vão desde novas coberturas, até a falta de capacidade do mercado de suprir a demanda. Procurando informações sobre este novo ramo percebe-se que enfrentaremos um desafio de difícil comparação com outros já enfrentados no mercado de seguro, principalmente por dois fatores: é um risco novo e que cresce em alta velocidade. Ingênuo é aquele que pensa ser algo distante. Os riscos virtuais afetam todas as pessoas e empresas que utilizam equipamentos de informática, conectados à rede ou não. Uma corretora de seguros, por exemplo, armazena em seus equipamentos milhares de informações pessoais de seus clientes. Será que o vazamento indevido destas informações pode gerar prejuízo a este clientes? Neste caso a corretora não pode sofrer uma ação para reparação deste prejuízo? A empresa que administra um hospital pode ser responsabilizada caso uma "queda" do seu sistema gere o agravamento do quadro de algum paciente? A pessoa que tem valores transferidos de sua conta por um hacker poderia contratar um seguro que cobrisse este prejuízo e transferisse (subrogasse) o direito de reclamar ao banco para sua seguradora? A resposta para todas as perguntas é: com certeza! A Hartford Steam Boiler realizou pesquisa durante a "Risk and Insurance Management Society Conference", em San Diego, perguntando a gerentes de riscos presentes quantos ataques ou alertas de ataques de hackers eles sofreram no último ano. Apenas 10% responderam nenhum! Será que seu cliente já sofreu um? Ou será que faz parte dos sortudos 10%?


Este mercado tem inúmeras possibilidades de transferência de riscos e o melhor, ou mais assustador, a cada dia surgem novas situações! Junto com as oportunidades vêm os desafios e, para um risco tão moderno, as seguradoras sofrem com a falta de dados estatísticos. Não existe ainda um modelo de gestão de risco que auxiliem na subscrição destas apólices e consequência disto são as limitações de importâncias seguradas. "Eu acho que é justo dizer que o interesse nos cyberrisks tem crescido além da capacidade" Esta frase, dita por William Boeck, vice presidente da Lockton Cos., traduz o cenário atual do mercado. Muita demanda e pouca oferta. E sabemos o que essa formula significa certo? Preço alto e comissão alta. Essa conversa não acaba por aqui, ainda tenho muito interesse em estudar e divulgar mais informações sobre os cybersrisks e acredito que, sem sombra de dúvidas, este será um dos maiores e mais rentáveis ramos do futuro. Seu cliente já corre o risco, você vai alertá-lo, vai oferecer, quando disponível, a cobertura? Ou vai deixar que outro corretor o faça?

Nenhum comentário :

Postar um comentário