quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Corretor de Seguros, por favor, não pare!

Mais um final de ano se aproxima.

Em meio a milhares de mensagens de otimismo e esperança convido você, corretor de seguros, que acompanha meus textos a uma reflexão. Pare por um segundo para apenas contemplar o que você fez este ano por uma perspectiva pouco convencional.

Todos nós nos preocupamos muito com números, crescimento do prêmio arrecadado de nossas carteiras, média de nossa comissão, número de itens e sinistros, mas poucas vezes nós medimos um indicador que talvez seja o mais importante do ponto de vista social: a soma das importâncias seguradas.

Esse nome rebuscado, "importâncias seguradas", por si só já diz muito sobre o nosso papel na sociedade. Ele representa aquilo que, de alguma maneira tem importância para o nosso cliente e nós ajudamos a manter seguro. 

Neste raciocínio não importa se houve sinistro ao não, se o segurado recebeu uma indenização ou não. O que importa é que, com certeza, ele ficou mais tranquilo pois você garantiu que seu carro, sua casa ou mesmo sua família estivessem protegidos. Você, corretor de seguros, cuidou do patrimônio do seu cliente.

Vamos lá, faça a soma, mesmo que por estimativa, do total das importâncias seguradas das apólices que você intermediou esse ano. É simples, sua carteira de automóvel tem 100 itens, o preço médio de um veículo hoje é de R$ 35.000,00, seu indicador é R$ 3.500.000,00. Agora pare e reflita, no dia a dia, cada um destes itens pode até ser só mais um número de apólice, mais uma pasta em seu arquivo, mas  na realidade estes bens são de verdade e, principalmente, importante
s para alguém!

Você e sua equipe certamente dedicaram muito tempo e cuidado para que a cobertura de cada uma dessas "importâncias" fosse a mais bem planejada. Agora, será que muitas dessas apólices seriam contratadas se você não tivesse alertado seu cliente, dedicado seu tempo a estudar e oferecer as opções de seguros que estão disponíveis e que podem protegê-lo? Será que se você não tivesse insistido com ele para que permitisse que você cuidasse de algo tão importante como o seguro aquelas apólices teriam sido bem feitas? Será que seriam feitas?

A maioria dos corretores trabalha com prazos, com vigências finais que atropelam a rotina e exaurem seu tempo. Nessa maluca rotina de ligações, visitas, solução de pendências e atendimentos pouco sobra para a reflexão do primordial papel exercido por essa categoria batalhadora e essencial na sociedade, que não se intimida com as objeções e dificuldades e oferece aquilo que ele acredita ser o melhor para seu cliente.

Falo em nome de todos os seus clients: obrigado, corretor de seguros!

Olhe para a sua carteira e se orgulhe do bem que você fez para essas pessoas, tenha a absoluta certeza que você é o responsável pela segurança de centenas ou milhares de famílias e empresas e, mais importante, não pare! Nunca deixe de proteger as pessoas e seus patrimônios, nunca deixe de discutir com um cliente para melhor ampará-lo, seu trabalho é uma das bases do nosso modelo econômico pois sem você, nada é SEGURO.

Um bom Natal e um excelente 2017 a todos!






terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Mude antes da mudança!

Vivemos a era das Startups, de empresas que surgem pequenas e rapidamente tomam proporções gigantescas, uma era em que as oportunidades estão mais acessíveis, que a informação percorre o globo em milissegundos e as pessoas não tem medo de arriscar e apostar em suas ideias. Convivemos com a economia colaborativa e com o compartilhamento compulsório de informações, mas ao mesmo tempo vivemos a era da negligência aos riscos.


É verdade que uma simples ideia pode fazer grandes fortunas, como foi o caso do Facebook, Google, ou mais recentes, Uber e Airbnb. Mas temos o péssimo hábito de exaltar os que alcançaram o sucesso e de omitir os que ficaram pelo caminho.

Ao mesmo tempo que muitas pessoas e empresas alcançaram seus objetivos, outras milhares encararam o fracasso e seus custos financeiros, emocionais e sociais. Todos nós conhecemos alguém que não teve sucesso ao empreender e amarga as despesas até hoje.

Uma das principais características de todo empresário ou empresária de sucesso é a visão sobre o futuro, eles projetam metas e estratégias compatíveis com o ambiente que os cerca e, mais importante que isso, repensam suas ações toda vez que o ambiente sofre alguma mudança. A antecipação de ameaças é o que faz com que eles alcancem seus objetivos mais rápido e de forma mais segura.

Mas exatamente essa antecipação tem sido negligenciada em tempos em que tudo é muito rápido. Um empresário que se aventura no ramo de restaurantes, normalmente, já estabelece em sua estratégia ações relativas a sazonalidade de ingredientes, ou seja, se o carro chefe de seu cardápio será um prato que leva um ingrediente que é altamente suscetível a entre safras, com certeza irá traçar estratégias alternativas para resolver este problema. Mas será que ele prevê que um veículo pode colidir com a fachada de seu restaurante, ou que um cliente pode processar seu restaurante depois de ingerir um alimento que lhe cause alergia? Não falamos nem de culpa ou não do empresário, mas depois de um processo desta natureza sua clientela irá crescer? E as despesas judiciais?

As pessoas não tem o costume de pensar fora de suas zonas de conforto e é esta simples atitude que pode separar os sobreviventes dos que ficam pelo caminho. Os que conseguem derrubar o muro da invencibilidade e não ter pensamentos como "isso nunca vai acontecer", são os que não serão surpreendidos no meio do caminho.

A concorrência nos dias de hoje é brutal e não dá nenhuma margem para tropeços! Pode ser que esses eventos citados acima nunca aconteçam? Claro que sim, mas você está disposto a desistir de seu sonho caso eles aconteçam? E pior, está disposto a encarar uma lenta e dolorosa recuperação?

Mude antes que a mudança chegue! Antecipe todos os riscos que podem atrapalhar seu caminho e, protegido, invista no seu sonho, dedique-se a seus objetivos com a tranquilidade e segurança!

Não faz nem ideia de por onde começar? Existe um profissional que é profundo conhecedor de riscos: seu corretor de seguros. Ele vivencia frequentemente situações que podem expor o patrimônio de uma empresa ou uma pessoa e, melhor que ninguém, conhece as soluções para estes riscos.

Inclua no seu plano de negócios uma bate papo com um corretor de seguros de sua confiança, trace uma estratégia de proteção e siga rumo aos seus objetivos. Se não acontecer nenhum dos riscos que vocês previram, ótimo! Se acontecer, que ótimo que você está SEGURO!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Quando cancelar um seguro?

Com certeza já passou pela sua cabeça que o valor pago no seu seguro poderia ser investido de outra forma, ou que seu seguro estava pesando demais no orçamento e que cancelar ou reduzir as coberturas que você precisa seria a melhor solução, mas em qual momento que é indicado não ter um seguro?

Fazendo uma simples analogia, ter um seguro é como estar de cinto de segurança em um veículo. Segundo um estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), as chances de você sair vivo de um acidente, caso esteja usando o cinto, aumentam em até 75%.

O seguro funciona da mesma forma, caso ocorra um evento inesperado e que possa causar algum prejuízo à sua vida e ao seu patrimônio, o seguro irá garantir que as consequências deste evento sejam reduzidas.

Muitas pessoas e empresas escolhem um momento de crise financeira para rever ou mesmo cancelar suas apólices de seguro. Esse raciocínio é completamente compreensível visto que o cancelamento de uma apólice é rápido e gera uma economia mensal instantânea.

Voltando a analogia do cinto de segurança, ao enfrentar uma chuva torrencial, uma rodovia extremamente esburacada ou uma estrada com curvas muito perigosas a decisão mais sábia seria tirar o cinto de segurança? Ou neste momento o que você mais precisa é estar protegido?

Será então que quando sua vida está de vento em popa ou sua empresa está enfrentando uma fase de crescimento e lucros exponenciais é a hora de usar aquele dinheiro gasto no seguro para investir e crescer ainda mais? 

Você está dizendo então que, quando você está acelerando em uma enorme reta, com aquele asfalto que mais parece um tapete e ultrapassando todos os outros veículos, se arriscaria tirar o cinto de segurança?

Mas nem sempre o seguro é pra proteger você. Um seguro de vida ou invalidez, por exemplo, protege sua família caso a renda que você usa para manter o padrão de vida deles não possa mais ser gerada. O valor da parcela deste seguro pode pesar no orçamento doméstico, fazendo você pensar em cortar esta "despesa". 

Nesta hora, pense o seguinte: que pai ou mãe nunca falou frases como "já colocou o cinto?", "todo mundo de cinto aí atrás?" ou a clássica "enquanto você não colocar esse cinto nós não vamos". 

A segurança da sua família é a coisa mais importante na sua vida, todos preferiríamos estar sem cinto em um acidente do que ver um filho nesta situação. Definitivamente este é o último "cinto de segurança" que você quer tirar.

E quando, então, é a hora de tirar o cinto de segurança?

Quando o carro para. 

Com o carro parado é a única situação em que é seguro estar sem o cinto de segurança.

Portanto, enquanto sua vida não parar, mantenha-se com o cinto, mantenha-se SEGURO!


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Desculpe-nos pelos maus corretores.

Nós, corretores de seguros, éticos e profissionais, precisamos que você, cliente, nos desculpe pelos maus corretores. 

Ser corretor é gratificante, poder ajudar as pessoas a construir uma vida de forma mais segura é recompensador. Estender a mão para quem precisa, nas piores horas da vida dessa pessoa, é uma responsabilidade que, só que é um verdadeiro agente do bem estar social, como o Corretor de Seguros, assume e se entrega de corpo e alma. Sem fazer corpo mole e criando formas e maneiras de passar ao seu cliente a importância de uma boa e bem elaborada apólice de seguro.

Nossa categoria é unida e interessada no constante aperfeiçoamento, acolhemos os novos corretores e valorizamos nossos experientes mestres. Temos diversas entidades de classe, sindicais ou não, que lutam diariamente pela proteção, não só de nossa categoria, mas principalmente daquilo pelo que mais zelamos, nossos clientes, os segurados.

Mas, mesmo assim, precisamos nos desculpar. Como em todas profissão, existem "profissionais" que não se interessam pela ética, pelo respeito ou pelas regras. Que denigrem a nossa imagem e a do seguro.

São por estes profissionais que ouvimos algumas vezes comentários como: "seguro não serve pra nada", "quando a gente mais precisa, o seguro não funciona", "seguradora é tudo igual, só quer receber".

Esses maus profissionais não se incomodam em preencher errado as informações na sua proposta de seguro para poder deixar ele mais barato. Eles não se preocupam em entender dos produtos que vendem para poder auxiliá-lo a contratar o que você realmente precisa. Eles não se preocupam em atendê-lo quando você precisa ou se preocupar quando algum acidente acontece. Eles não se interessam te oferecer uma solução para quando você vai precisar do seguro, eles querem saber do agora, da hora da contratação do seguro.


Alguns destes profissionais se sentem impunes às regras de mercado e não tem nenhum pudor em adulterar documentos, reter valores pagos para si e enganar, sem nenhum medo, os segurados.  Esses "profissionais" não são corretores, são criminosos com uma autorização para vender seguro.

Como em toda família, algumas pessoas nos envergonham por suas atitudes e nós, corretores de seguros que prezamos pela sua segurança, pedimos desculpas por estas pessoas. Somos ávidos em denunciar, punir e cassar a licença desses corretores. Mas é fato que sempre existirão.

A boa notícia é que nosso mercado está amadurecendo e a grande maioria dos bons ofusca a minoria dos maus corretores. Como água limpa em copo sujo*, estamos trabalhando para tornar este essencial mercado de seguros cada vez mais livre de condutas antiéticas e criminosas.

A medida de um bom corretor de seguros não é só sua experiência, mas, antes disso, o seu caráter e honestidade. Por isso não se espante quando seu corretor falar que desconhece alguma regra daquele seguro, e que precisa consultar a seguradora. Ele optou por buscar a informação antes de te orientar de forma errada, as infindáveis páginas de regras de um simples seguro de automóvel são praticamente impossíveis de decorar, além do que, mudam constantemente. Seu corretor preferiu te proteger.


Um bom corretor de seguros, coloca a sua proteção em primeiro lugar.

*Essa fantástica expressão ouvi de uma simpática atendente dos correios que, indelicadamente, não me recordo o nome mas faço aqui os créditos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fazer seguro online?

Faça seu seguro no banco ou online! Você não precisa de um corretor, afinal, agora é tudo digital, não é mesmo?

Será simples assim?

A era digital, ou da informação, chegou em definitivo para o mercado de seguros e a intensidade com que a Youse e outras empresas tem atacado os usuários de redes sociais não deixa dúvidas de que existe muito investimento e expectativa das empresas que apostam nesta nova forma de contratação de seguros.

Fato é que a contratação online de seguros não é novidade, corretores de seguros já estão mais que habituados a contratar, cancelar, alterar e resolver qualquer tipo de pendência online. A grande maioria das seguradoras disponibiliza sistemas de interação online capazes de suprir quase todas as tarefas que antes eram realizadas por pessoas.

Uma consequência desta revolução é o esvaziamento ou fechamento dos escritórios comerciais das seguradoras fora das matrizes. Com o trabalho burocrático sendo realizado pelos computadores e de modo online, não há mais necessidade de manter uma equipe muito grande nos escritórios regionais e, os que ainda mantém, se limitam à gerentes comerciais e uma ou poucas atendentes.

A venda de seguros online não é nenhuma novidade e nenhum bicho de sete cabeças, pelo contrário, é uma ferramenta de otimização revolucionária do mercado.

O problema é a corretagem de seguros online.

Quem vende seguro é seguradora, os corretores de seguros vendem a corretagem. Fazer a corretagem não envolve só vender o seguro, aliás, somente depois de uma boa corretagem é que se vende um seguro! Corretagem é estar disponível para atender o segurado, é ter conhecimento e instrumentos técnicos para identificar o risco, é ter a sua disposição uma lista de coberturas que podem ser importantes para o cliente, é ter experiência para lembrar de casos similares ao do segurado e propor um modelo de proteção que não o deixe vulnerável, é ter passado por vários processos de sinistro e saber quais a formas de torná-lo mais rápido e agradável ao segurado.

Brigar com a evolução é uma luta inglória e certamente o modelo digital irá encontrar um formato que atenda de modo efetivo o cliente, mas será que já chegamos nesse ponto?

O que se tem notado são atendentes muito simpáticos e irreverentes, negociando com segurados através das redes sociais com um raso conhecimento sobre seguros, se valendo de pesquisas nas condições gerais para esclarecer dúvidas.

O segurado, muitas vezes, não precisa de uma pesquisa nas condições gerais, ele precisa que alguém, tenha a delicadeza de perguntar se ele viaja longas distâncias com o carro e lhe ofereça um limite de guincho maior. 

O segurado não precisa de alguém que simplesmente lhe ofereça um seguro contra terceiros maior, ele precisa de alguém que conte uma história de outro segurado que se envolveu em um acidente e acabou tendo que indenizar um veículo de alto valor de um terceiro. 

O segurado não precisa de alguém lhe dizendo que seu processo de sinistro encontra-se em análise, ele precisa de alguém que lhe antecipe quais os próximos passos, quais os documentos podem ou não ser solicitados e quanto tem demorado a análise de sinistros como os dele.

O segurado precisa sim, de uma abordagem online e prática, mas, para ser plenamente atendido, ele ainda precisa de um CORRETOR DE SEGUROS.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Nessa terra de gigantes

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos pequenos corretores, sejam novos ou antigos, é a concorrência com as grandes corretoras do mercado e sua influência nas seguradoras.

Não é raro encontrarmos um corretor que perdeu uma concorrência para outra corretora com maior produção devido às vantagens comerciais que esta possui. Para os grandes produtores do mercado, conseguir condições melhores, ou até, aceitação para riscos que são restritos para a maioria é tarefa muitas vezes fácil e rotineira.

Do ponto de vista meramente comercial esta prática não apresenta nenhum vício técnico ou ilegalidade, contudo, os desdobramentos desta prática são merecedores de uma abordagem mais detalhada e, principalmente, imparcial.

De um lado, as seguradoras têm interesse em aproximar aquela corretora que tem grande volume de produção por uma questão óbvia de aumentar suas receitas e seu resultado. Sendo assim, para conseguir trazer estes negócios, tem que oferecer algumas vantagens para este corretor, como uma margem acima no limite estabelecido para os outros corretores, uma aceitação mais flexibilizada e até gerentes exclusivos.

De outro lado, o corretor que não possuem essa produção mais expressiva, fica refém das condições que são impostas pela seguradora e tem que encontrar os caminhos para trazer o cliente para sua carteira em condições menos favoráveis e, muitas vezes, menos lucrativas. E pior, quando não são surpreendidos por um possível cliente que não entende porque ele tem um preço e o outro corretor tem outro.

Existe ainda a encruzilhada que muitas vezes ficam os gerentes comerciais das próprias seguradoras. Impedidos por políticas internas de oferecer os mesmos benefícios a todos os corretores, tem que se ver em situações de negar uma aceitação à um corretor que é claramente preparado para atender aquele cliente, e aceitar para outro corretor que não necessariamente vai atender o cliente com a mesma qualidades e dedicação.

Fato é que os corretores com menor produção se erguem, com razão, para reivindicar melhores condições para crescer e se tornarem grandes corretores. Já os grandes corretores exigem as benesses em barganha à sua produção, afinal, muitos suaram bastante para chegar onde estão. Por sua vez, as seguradoras não assumem publicamente que tem condições diferenciadas e, não raro, fogem da discussão.

Muita pretensão seria tentar chegar aqui em um resultado eficaz e imediato, mas vale a reflexão. Corretor grande, se vocês fosse pequeno gostaria de não ter as mesmas vantagens que tem hoje? Corretor pequeno, se você fosse grande exigiria uma condição diferenciada dos outros? Seguradora, será que não é interessante investir naquele corretor pequeno que tem qualidade e potencial de se tornar um profissional engrandecedor do nosso mercado?

O desafio não é pequeno mas o corretor de seguros de qualidade, ético e profissional não desiste e vai à luta, seja pelo mercado, pelos seus cliente ou por ele mesmo!

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Seguro para terceiros

Qual a cobertura do seu seguro para terceiros?

A grande maioria das pessoas contrata o seguro para terceiros, ou RCF em suas apólices de automóvel e sabem do que se trata, mas poucos se atentam a alguns detalhes importantíssimos.

Você sabia, por exemplo, que os valores para as duas coberturas são independentes? Você não precisa contratar o mesmo valor de cobertura para danos materiais e corporais! Aliás, nem deve! A cobertura de danos corporais é muito mais barata de se contratar que a de danos materiais.

Isso significa que contratar uma cobertura de danos corporais o dobro do valor contratado para a cobertura de danos materiais pode acrescentar poucos reais ao custo final de sua apólice e pode te propiciar muito mais cobertura. É verdade que pouco se indeniza eventos nesta cobertura mas você quer correr o risco de ter que pagar a diferença de uma cirurgia de coluna em uma vítima do carro que você, acidentalmente, colidiu? E se houver mais pessoas machucadas dentro deste carro. E se for uma van? E se for uma van escolar? Valerá a pena os reais economizados?

Outra informação muito interessante, é que as cobertura para terceiros tende a ficar mais barata de contratar quanto maior o valor da cobertura! Traduzindo, se contratar R$ 50.000,00 de danos materiais a terceiros em sua apólice, custou R$ 500,00, aumentar a cobertura para R$ 100.000,00 não necessariamente custará mais R$ 500,00 e sim, muito menos que este valor. Isso acontece pois a maioria das indenizações pagas pelas seguradoras são de valores baixos e, poucos são os eventos que atingem valores altos de indenização, barateando a contratação dessa faixas maiores.

Agora, se o valor de contratar altos valores de danos materiais e corporais a terceiros é mais barato a cada vez que aumentamos a cobertura você vai esperar ter uma surpresa para pedir ao seu corretor uma proposta de aumento dessas coberturas?

Avaliar o máximo de prejuízo que você pode causar ao seu bem é fácil, basta saber o valor do seu veículo, mas e o prejuízo que você pode causar a outras pessoas?

Lembre-se que as condições de sinalização, asfalto e infraestruturas de nossas ruas, avenidas e rodovias não são das melhores e todos estamos sujeitos à um acidente, vai esperar acontecer para se precaver?

Em relação a seguros muito se houve a frase "se amanhã acontece um acidente, você estará protegido?", mas vale alterar essa frase para sentirmos o tamanho do problemas que podemos estar envolvidos: "e se ontem você tivesse se envolvido em um acidente, você estaria amparado para indenizar a todos que causou prejuízo?"

Pense bem e fale com seu corretor!

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Em tempos de crise, não espere dar 17:30!

O mar não está pra peixe!

Muitas empresas estão com dificuldades para conseguir novas vendas e cumprir com suas obrigações, encerrando suas atividades e deixando colaboradores, clientes e fornecedores a ver navios. Tudo isso foge ao nosso controle mas há algo de extrema importância que não!

Levantar de nossa cadeira e ir pra rua.

Como corretores de seguros temos a responsabilidade de estar junto ao nosso cliente, principalmente em momentos como agora. Nós, corretores de seguros, somos a rede de proteção das empresas e não podemos falhar pois nós temos a capacidade, como nenhum outro profissional, de proteger nossos clientes.

Seu cliente precisa de você, ele precisa muito mais do seguro do que ele pensa, mas, distraído pelo dia a dia ele negligencia a administração do seu risco e, não raro, sofre um prejuízo que complica ainda mais sua situação.

Mas você, corretor de seguros, pode, e deve, ajudar este cliente a não passar por isso. Precisa fazer com que ele o ouça, tem a obrigação de fazer a mensagem chegar nele!

Sabemos que ligações não retornadas ou e-mails ignorados são bem comuns em nossa área e é nesta hora que reunimos forças e nos levantamos para ir até o cliente, tocar sua campainha e mostrar a ele o quão importante ele é para nós, o quanto eles está desprotegido e o quanto você pode ajudá-lo.

Crises tendem a aumentar a demanda por de seguros por uma simples razão: as pessoas tem muitos problemas com os quais estão se preocupando e nós, corretores de seguros, temos uma escolha a fazer: podemos aguardar com que a crise passe, pois elas sempre passam, ou nos erguermos e protegermos nossos clientes neste momento de tanta vulnerabilidade e de tão pouco tempo pra pensar no seguro.

Corretor de seguros, levante e proteja seu cliente! Seja uma empresa, uma família ou os bens das pessoas. Faça-se ouvir! Exija o "cara à cara" com seu cliente e o intime: você está desprotegido quando menos poderia estar e eu vou resolver isso pra você!


Não reclame da calmaria sentado em seu escritório tomando café e esperando o telefone tocar, não aguarde o cliente te procurar, a seguradora não pode vender seguro sem você, o cliente não pode contratar seguro sem você, você tem a responsabilidade de proteger essas pessoas


Por favor! Não passe o dia aguardando o final da tarde, não espere dar 17:30!

Agradecimento especial ao meu mentor, professor e pai Edson Fecher, por ter me dado, através de toda sua experiência a inspiração para este texto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Você ama sua família?

Carta de um filho ao seu pai:

"Pai, semana passada você nos deixou.

Ainda não me acostumei com não ter sua presença em nossas vidas e não sei se um dia me acostumarei. A mãe mal está falando e quase não come. Realmente ninguém esperava sua partida mas a vida é assim mesmo e tenho certeza que passamos muitos momentos de alegria juntos.

Muitos amigos e familiares vieram para se despedir de você, todos muito emocionados, você era muito querido. Seu chefe também veio, ele o homenageou com uma coroa de flores muito bonita, e não se cansava de dizer a todos como você era um bom colega de trabalho.

Agora tudo passou, restou eu e a mãe em nossa velha casa.

Ontem ela veio conversar comigo e me explicou algumas coisas. Disse, com os olhos marejados, que eu precisaria mudar de escola porque onde eu estudo ela não conseguiria mais pagar. Disse que eu precisaria ficar a noite em casa sozinho porque ela conseguiu outro emprego e precisaríamos dele para pagar as despesas da casa. 

Vou precisar ajudar a mãe a limpar a casa, pois não temos mais condição de pagar a moça que nos ajudava uma vez por semana, mas já me organizei para conseguir tempo de fazer as tarefas da escola e da casa, também vou ter que escolher menos guloseimas no mercado, essas coisas são muito caras para a nossa renda, mas não será nenhum sacrifício.

Ontem recebemos uma boa notícia, seu chefe ligou e disse que você tinha um seguro de vida lá pela empresa. Devemos receber o valor em breve e vamos usá-lo todo para pagar o advogado que fez seu inventário, essas coisas são bem caras, depois disso, não deve sobrar muito.

Eu sempre quis fazer engenharia, mas pelo que andei pesquisando das mensalidades, não vai dar. Acho que vou adiar um pouco esse plano, para quando as coisas melhorarem.

Você faz falta pai, te amo."

Carta de um outro filho para seu pai:

"Pai, semana passada você nos deixou.

Ainda não me acostumei com não ter sua presença em nossas vidas e não sei se um dia me acostumarei. A mãe mal está falando e quase não come. Realmente ninguém esperava sua partida mas a vida é assim mesmo e tenho certeza que passamos muitos momentos de alegria juntos.

Muitos amigos e familiares vieram para se despedir de você, todos muito emocionados, você era muito querido. Seu chefe também veio, ele o homenageou com uma coroa de flores muito bonita, e não se cansava de dizer a todos como você era um bom colega de trabalho.

Agora tudo passou, restou eu e a mãe em nossa velha casa.

Ontem recebemos uma boa notícia, aquele seu amigo corretor de seguros nos visitou e disse que, há muito tempo, você tinha um seguro de vida. Quando ouvimos o valor que receberíamos ficamos até assustados! Era muito dinheiro. Mas ele nos explicou a conta que você fez.

Uma parte era para pagar todo o meu estudo, desde a escola até a pós-graduação. Outra parte era para ajudar nas despesas domésticas durante alguns anos. Tinha também uma parte para pagar o advogado do inventário, como essas coisas são caras! E por fim, você também colocou na conta, um valor para que todos os anos voltássemos àquela colônia de ferias que sempre vamos e lembrássemos de como fomos felizes juntos!

Depois de toda a explicação, eu e a mãe não nos contivemos e desatamos a chorar, seu amigo também acabou se emocionando.

Você faz falta pai, te amo!"

Se você ama sua família, faça um seguro de vida.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

"Não tem um seguro mais baratinho?"

"Em qual seguradora está mais barato?"

"Desculpe, mas vou renovar onde meu amigo renovou, pois está metade do preço".

Se você já ouviu essas frases de algum segurado, inverta o jogo e pergunte para ele: O que você espera de um bom terno? 


Passado o momento de surpresa, tenho certeza que ele responderá: que ele não rasgue no primeiro dia, que ele seja confortável, que ele seja bonito, etc.


Com certeza, isso é o que todos que usam terno esperam, ou seja, confiabilidade! Agora, será que ao entrar na loja de ternos esse mesmo segurado pergunta pro vendedor qual é mais barato? Tenho certeza que não!


Primeiro que ele não entra em qualquer loja. Ele sabe, só de olhar na vitrine, aquelas que tem produtos que vão atender às suas expectativas e aquelas irão lhe decepcionar. Ele sabe só de vestir o terno, aquele que irá lhe fazer passar calor ou não o protegerá do frio. Ao provar, ele estica os braços pra ver se as costuras são bem feitas e logo desiste da compra caso ouça as costuras estalando.


Ele não se contenta com um vendedor mal informado, que não sabe qual o material do terno ou não consegue medir uma barra direito, que precisa recorrer ao seu gerente para conseguir todas informações.

Ele quer o melhor! Ele quer um terno que seja versátil e que não o deixe na mão. Ele não pode arriscar ir para uma visita de negócios importante e sentir o terno rasgar ao cumprimentar o cliente. Ele compra aquele terno que o dê segurança.

Mas é verdade que às vezes o terno que ele quer não cabe exatamente em seu orçamento, nessa hora ele não desiste, ele negocia com o vendedor e pede que o ajude, pois o terno que ele quer é aquele! Ele não vai buscar o outro terno menos confiável e mais barato, ele parcela, economiza, se desdobra para conseguir o terno que ele precisa! Porque se ele comprar o outro terno, sabe que se arrependerá e voltará em breve para comprar o mais caro.

E com o seguro? Será que ele quer aquele mais barato? E se rasgar no primeiro uso? Será que aquele que é "metade do preço" vai proteger ele como o que o seu corretor de confiança tinha lhe oferecido?

Muitas soluções mágicas tem aparecido no mercado mas só um corretor de seguros tem experiência, ética, profissionalismo e capacidade de oferecer o produto certo!

Ficou muito caro? Converse com seu corretor! Ele é a pessoa mais preparada e bem intencionada para te ajudar. Seu corretor se preocupa com você.

Não compre o terno mais barato, compre o mais seguro!

terça-feira, 19 de julho de 2016

O que seu corretor não te conta

Seu corretor não te conta que toda vez que você pede uma cotação de automóvel, ele responde de 40 à 50 perguntas no site da seguradora para chegar ao valor, nem que ele tem que responder novamente as mesmas perguntas em cada seguradora que ele calcula.

Ele não te conta que o sistema das seguradoras cai constantemente e que ele passa horas em contato com o Help Desk para conseguir o seu cálculo, nem que ele instala e reinstala os programas constantemente devido à atualizações.

Seu corretor não te conta que não é raro as pessoas responsáveis por fazer os cálculos faltarem, fazendo com que as tarefas se acumulem gerando lentidão na resposta de sua solicitação, nem que nessa hora ele arregaça as mangas e fica até de madrugada no escritório para poder atender a todas as cotações.

Também não te conta que toda vez que você pede um desconto ele liga para a pessoa que o atende na seguradora e, quase sempre, esta pessoa está ocupada, ou não o atende propositalmente. Mas ele não desiste de conseguir uma condição melhor para você e insiste várias vezes até que consiga a liberação do desconto.

Ele não te conta que apenas uma pequena parte do que você paga de seguro vai para a remuneração dele e que constantemente ele reduz esta remuneração para que você tenha uma condição melhor, mesmo que suas despesas como folha salarial, impostos e despesas em geral só aumentem mês a mês.

Seu corretor não te conta que ele não tem décimo terceiro, dissídio nem que suas férias são poucos dias durante o ano.

Também não te conta a aflição que ele passa quando a concessionária onde você irá retirar o veículo o deixa na espera durante meia hora para ele conseguir uma nota fiscal, o nervoso que ele passa quando sua proposta é recusada indevidamente, nem a tensão que ele tem quando o banco não autoriza o débito do seu seguro por uma mera questão burocrática.

Ele não te conta que quando um acidente acontece ele liga na oficina, na seguradora e pra quem for preciso para que você tenha seu bem recuperado o mais rápido possível, mesmo que sua indenização altere seus índices de performance junto à seguradora podendo até interferir na remuneração que ele recebe.

Isso tudo porque, mesmo com todas essas dificuldades, seu corretor não te conta que o mais precioso para ele é o reconhecimento de um cliente satisfeito e protegido, pois não há nada, absolutamente nada, mais importante para ele do que a sua segurança e a da sua família.

Seu corretor de seguros se preocupa com você, as vezes até mais do que com ele!

#MinhaVidaMaisSegura

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sabe que profissional é esse?

Existe uma profissão muito antiga, que é treinada e capacitada para identificar e tratar riscos de forma preventiva.

Este profissional, através de anos de experiência e estudo, consegue diagnosticar com precisão os sinais de que algo pode dar errado, orientando ao pessoas como prevenir ou minimizar os impactos destes eventos e indicando caminhos para evitar estas tragédias.

Este profissional dá às pessoas, no momento em que elas mais precisam, o suporte necessário para que elas continuem suas vidas da maneira como sempre viveram, se preocupa em conhecer os mínimos detalhes e oferecer a solução mais adequada em cada pessoa.

Por vezes, devido aos constantes contatos com as pessoas, ele acaba conhecendo suas famílias, e até frequentando a casa delas. Se torna confidente, amigo e, quase um membro da família.

Mas também não é raro que, mesmo com todo o laço criado, as pessoas não o procurem tanto, e o normal é que o façam uma vez por ano.

Quando as pessoas recebem uma ligação deste profissional, é comum que fiquem preocupadas, mesmo felizes de falar com o velho amigo!

Agora, quando este profissional é que recebe uma ligação inesperada, fica muito preocupado, e já vai logo perguntando se está tudo bem, multiplicando a preocupação se quem liga não é a pessoa, mas um membro de sua família.

Infelizmente, nem sempre está tudo bem e nesta hora é que este profissional se desdobra no atendimento, fazendo o possível e o impossível para que tudo volte ao normal. Nem sempre isso é possível, e nesta triste hora, este profissional, assume um papel confortador e acolhedor.

Este profissional está sempre disponível e as pessoas sempre têm à mão seu número de celular, não pensando duas vezes para entrar em contato diante de qualquer emergência, ou mesmo pra tirar uma dúvida.

Este profissional cansa de ouvir "poxa, deveria ter te escutado", "caramba, se eu ao menos fizesse do jeito que você me orientou", mas ele é incansável, enfrenta diariamente as teimosias sem desistir, sempre dá conselhos e orienta a todos com seu velho discurso de que "melhor pensar nisso agora, do que depois que algo pior aconteça".

Este profissional é daqueles que os amigos indicam em uma roda de bate papo: "conheço uma pessoa que vai te ajudar com isso, ele me atende faz anos!".

Muitos destes profissionais levam a vocação de família e os filhos deles acabam atendendo aos filhos das pessoas que eles atendem, sempre com a mesma dedicação e carinho.

Descobriu de quem estou falando? Do Cardiologista, mas qualquer semelhança com seu corretor de seguros não é mera coincidência.

#MinhaVidaMaisSegura


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Chega! Recusa por “Motivos Técnicos” é ilegal.

A seguradora tem o dever de prestar informação clara ao seu cliente. Os corretores de seguros e seus clientes estão vivenciando uma prática extremamente abusiva na contratação de seguros de quaisquer ramos que merece atenção e ação de todos os atuantes neste mercado, sejam eles os próprios corretores e seus clientes, suas entidades representativas, órgãos públicos ou privados de defesa dos consumidores e agentes de fiscalização deste mercado.

Imagem: 123RF
Tornou- se hábito para as seguradoras fundamentar a recusa de suas propostas em argumentos vagos e genéricos como “motivos técnicos”, “normas internas”, entre tantos outros que não apresentam para o consumidor aquilo que é de obrigação da seguradora prestar: informação.

Antes de aprofundar sobre o tema da ilegalidade de tal conduta, vale ressaltar que, após a instituição do Código de Defesa do Consumidor as relações contratuais entre segurado e seguradora passaram a respeitar suas normas que, por ser lei federal, se sobrepõe a qualquer norma que lhe contrarie contida na proposta ou nas condições gerais do seguro.

Pois bem, como fornecedora de serviço, a seguradora tem o dever de prestar informação para o consumidor, informação esta que deve ser clara, precisa e acessível ao mesmo. O que se vê em casos recentes de recusas por “motivos técnicos” é o a falta ou inacessibilidade do motivo da recusa ao consumidor.

Desta forma nem o segurado nem o corretor tem acesso ao que motivou a negativa da contratação da apólice e ambos ficam desamparados, principalmente o cliente que fica sem a cobertura securitária em seu bem, como o corretor que fica sem sua única fonte de receita que é a comissão.

Poucos são os casos de segurados que recorrem a meios judiciais para exigir seu direito à informação garantido pelo CDC mas, nos julgados existentes, é quase impossível identificar decisão favorável às seguradoras. Os tribunais têm entendido que “motivos técnicos” são “justificativa imprecisa e genérica” (Apelação 004259347.2010.8.26.0114,pela Colenda 29ª Câmara deDireito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo), “não justifica nem especifica com clareza as suas razões para a recusa” e “mera afirmação genérica” (Apelação nº 000877208.2010.8.26.0161, pela Colenda 28ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo) e ainda, tem caracterizada esta prática como recusa vazia, ou seja, nula.

A combinação da caracterização das recusas por “motivos técnicos” como recusa vazia com o artigo 2º, §6º da circular 251 é ainda mais surpreendente pois faz com que a seguradora possa ter que aceitar o seguro, isso porque recusa vazia não gera efeitos e, se a mesma foi recebida no último dia do prazo de quinze dias para manifestação da seguradora sobre a proposta o resultado é óbvio: “§ 6o A ausência de manifestação, por escrito, da sociedade seguradora, nos prazos previstos neste artigo, caracterizará a aceitação tácita da proposta.” (Circular SUSEP 251/2004)

Se a recusa vazia não gera efeitos há ausência de recusa, ou seja, aceitação tácita. O segurado tem o direito de ter sua apólice emitida e o corretor tem o dever de informá-lo sobre isto, assim como também exigir a emissão da apólice.

Não se trata de restringir o direito da seguradora de analisar e recusar as propostas que lhes são apresentadas mas de exigir que façam isso com a transparência e ética que um mercado saudável exige.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Até breve, pai...


Por ser ainda um jovem no mercado de seguros, tive o prazer de conhecer e de ser "adotado" por grandes mestres do nosso ramo, mas certamente umas das maiores honras que pude ter na minha vida foi ser chamado de filho pelo mestre Plínio Rizzi. Com seu incondicional sorriso e sua tradicional gravata borboleta, Plínio nos ensinou que, mesmo com todas os infortúnios, devemos enfrentar a vida com a alegria e o entusiasmo de uma criança.

Nos ensinou que a busca pelo conhecimento deve ser constante e profunda e que não devemos nos contentar com respostas vagas e superficiais. Que devemos tratar a todos exatamente da mesma maneira e sempre com muito entusiasmo. 


Quem já ouviu alguma palestra do nosso querido professor sabe que sua didática e simpatia prendia seus ouvintes por horas a fio sem se cansarem. Era um prazer ouvir as aulas de Plínio, seja sobre e mercado de seguros, direito ou até sobre a história alemã.

Plínio foi um ser humano especial que não merecia nosso mundo, que estava acima da nossa evolução espiritual e que nos brindou com lições que nunca esqueceremos.

Obrigado pelas lições e até breve, pai. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Prepare-se! O Uber dos seguros está chegando.


A economia compartilhada (compartilhamento de recursos que estão sendo inutilizados) tem sido tema de discussões acaloradas em diversas áreas. Usuário de aplicativos como o Uber ou o Airbnb defendem que a qualidade no atendimento é melhor e os custos menores. Já os profissionais como taxistas e donos de hotéis, retrucam dizendo que não há segurança nem regulamentação no serviço prestado por estas empresas. Fato é que a economia compartilhada está avançando em todas as áreas, inclusive na venda de seguros.

No último Swiss Re's Sonar, relatório da resseguradora apontando os principais riscos para o mercado nos próximos anos, a legalidade e precificação de riscos relativos a economia compartilhada já são considerados médios e cita-se que as seguradoras estão enfrentando problemas para taxar os riscos, por exemplo, de um carro Uber.

Regulamentada ou não, o fato é que a economia compartilhada já é uma realidade no nosso ramo.

No Reino Unido uma empresa chamada Guevara emitiu nada menos que R$ 493.0000,00 em prêmios, pasmem, nas primeiras 24 horas de operação de vendas do seguro baseado em economia compartilhada (Fonte: Revista RiskSA). Outras empresas também já trabalham neste conceito como a alemã Friendsurance e a americana Lemonade.

Por mais dinâmica que seja, a economia compartilhada no ramo de seguros tendo surgido de maneira parecida: um grupo de pessoas "pagam" um valor de seguro que contém: uma parte para um reserva do grupo, uma parte para uma apólice à segundo risco e uma parte para o organizador. Sendo que o resultado da reserva financeira, se positivo, reverte aos participantes.
Fonte: Friendsurance

No caso da alemã Friendsurance, empresa que é uma corretora de seguros, eles agravam a franquia das apólices, gerando uma economia no prêmio. Essa economia é o que irá compor a reserva compartilhada. Esta reserva será utilizada durante o ano para indenizar pequenos sinistros. O que sobra, é dividido entre os participantes todo mês de Janeiro. Já os grande sinistros são indenizados pelas apólices com franquia agravada e, caso a reserva acabe, a Friendsurance tem um contrato de Credit Swap que repões o valor faltante.

Segundo as próprias empresas, este modelo tem gerado a satisfação dos segurados pois, além de ter parte de seu dinheiro de volta, o compartilhamento da reserva comum incentiva a preservação do risco, em termos práticos, os integrantes do grupo tomam mais cuidado para não terem sinistro.

Outra vantagem deste sistema é que o grupo pode discutir exatamente a extensão da cobertura desejada, excluindo aquele serviços que não tem interesse, como assistência à residência, carro extra, entre outros.

Neste momento sei que muitos estão pensando que a proposta se aproxima muito com a das cooperativas ou associações de proteção veicular. Não se trata aqui viabilizar este tipo de operação que, no Brasil, é ilegal, tem deixado muito segurado a ver navios e deve ser combatida pelos órgãos de fiscalização. Mas como já foi mencionado em postagens anteriores, até a SUSEP já mencionou a economia compartilhada, ela é uma realidade e devemos nos preparar, pois podemos nos depara no futuro com uma regulamentação que permita este tipo de operação, como é o projeto de lei 4.844 de 2012.

A grande barreira hoje é a legislação e sobre as dificuldades referente a regulamentação, respondeu a Friendsurance: "É claro que existem desafios atuariais e regulatórios. Porém isso é normal e simplesmente algo que temos que superar. O que é crucial é respirar fundo e paciência."

E como fica o corretor? Não sei. Mas na nossa profissão sabemos que pior que não saber a solução para um risco iminente, é desconhecê-lo.

Devemos estar preparados para a chegada deste modelo no Brasil, como será a regulamentação deste tipo de operação? O corretor poderá gerir este modelo? A seguradora poderá comercializá-lo diretamente? Será que a SUSEP já está estudando este tema? É importante buscar a informação e nos prepapar para não sermos pegos de surpresa.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Lei das associações de seguro avança na Câmara

No último dia 16/06 o Projeto de Lei 4.844/2012 deu mais um passo rumo à sua votação pelos parlamentares e foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação.

De forma simplificada, trata-se de projeto que altera o Código Civil com o objetivo de permitir que transportadores de pessoas e cargas organizem-se em associações e façam gestão de recursos próprios destinados a reparar danos aos seus veículos.

O parecer da Comissão de Finanças e Tributação foi pela aprovação do projeto, fundamentando não haver "implicação da matéria em aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas" Dep. Benito Gama. O projeto agora segue para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O parecer da comissão foi simples e lógico: não afetando diretamente o orçamento do governo, não cabe àquela comissão se opor ao projeto.

Mas o parecer foi o menos importante, foi realizada audiência pública com representantes de diversas entidades do mercado onde destaco alguns trechos.

No início de sua exposição o Sr. Roberto Westenberger, Superintendente da SUSEP, cita o termo "fundos de compartilhamento de risco". Já existe movimento fora do Brasil, inclusive com empresas abertas e regulamentadas, que permitem aos seus clientes criar um grupo e fazer a autogestão de um fundo de reparação de prejuízos aos seus veículos, porém amparados por uma apólice a segundo risco para grandes sinistros. Este tema será abordado com mais profundidade em um próximo texto que já está sendo elaborado, porém a menção do superintendente a esta forma de compartilhamento já é muito interessante pois traz ao nosso mercado um novo conceito.


Outra fala muito interessante foi a do Sr. Luiz Carlos Neves, presidente da Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores que cita o baixíssimo número de caminhões segurados, frente à frota nacional (menos de 5% do total de veículos). Sendo que o principal modal logístico brasileiro hoje é o rodoviário.


Posicionamentos à parte, pode-se resumir das exposições feitas na audiência pública que:

- Existem dois tipos de associações de "fundos de compartilhamento de risco", aquelas que realmente tem a intenção de proteger seu associado e outra que deseja auferir lucro ou mesmo fraudar seus membros. Sendo que a gestão de seguro por ambas é ilegal;

- Em sua grande maioria o pequeno e médio transportador precisa mas não tem acesso à seguro devido ao alto custo; 

- Tudo leva a crer que a inclinação dos participantes da audiência pública é pela regulamentação da matéria, possibilitando a gestão desses fundos pelas associações.

O momento é delicado. Não se pode negar a falta de acesso ao seguro de veículos de carga pois, feitos individualmente, os custos realmente são altos. Mas não se pode permitir que um fundo que absorva riscos seja gerido sem um aparato atuarial que possibilite o amparo, sob qualquer circunstancia, de seu participante.

Por mais sucesso que tenham as associações durante algum tempo, como se comportariam em um sinistro de grandes proporções que extrapolasse suas capacidades?

O corretor de seguros tem muito à contribuir com este debate, podendo, e devendo, ficar atento a tramitação do PL 4844/2012, debatendo e participando ativamente, de forma individual ou pelas suas entidades de classe, de todo o processo de tramitação do projeto.

Pelo exercício da profissão, o corretor tem uma enorme habilidade em mediar conflitos e encontrar soluções, talvez seja essa a principal contribuição que temos ao debate. Como fazemos com nossos segurados, devemos abrir o diálogo e ouvir, com muita atenção, aos problemas que enfrentam os envolvidos.

O consumidor confia no corretor de seguros e porque não usar essa confiança para integrar o debate e ajudar a achar uma solução, legal e viável?


quarta-feira, 15 de junho de 2016

A maior mentira que os segurados contam

Muitos corretores, se não todos, já ouviram de um cliente a seguinte frase: "Pago seguro há muitos anos e nunca usei!"

Esta é, de longe, a maior mentira que os segurados contam para seus corretores e, principalmente, para eles mesmos.

Todos aqueles que adquirem qualquer produto do ramo de seguros o usa todos os dias!

Direitos autorais: dolgachov / 123RF Imagens
Usar o seguro não significa receber indenização, usar o seguro significa ter a garantia de que sua estabilidade financeira está protegida. Usar o seguro é saber que aquele sonho, construído com muito suor e esforço não irá lhe escapar por entre os dedos. Usar o seguro é ter paz. Seguro não é indenização, seguro é tranquilidade.

Ter um seguro significa que você pode buscar bens maiores do que sua capacidade de absorver prejuízo. Simplificando, sem um seguro você não conseguiria ter o que você tem, ou pior, você poderia ter um bem, perdê-lo e ainda ficar com um talão de boletos para pagar.

O seguro possibilita que você entre em uma concessionária, compre um carro financiado e saia de lá sem medo de que na próxima esquina seu carro seja roubado, ou sofra uma colisão.

Ter um seguro significa que uma instituição bancária permita que você compre um imóvel ,que você não teria patrimônio pra comprar sozinho, e parcele seu pagamento.

Para os empresários, ter um seguro significa poder investir na expansão do seu negócio, sem o risco de ter que arcar com o prejuízo caso alguma acidente ocorra no meio do caminho.

Uma boa cobertura securitária permite que um transportador assuma o risco de entregar, na porta da sua casa, aquela encomenda que você pediu pela internet.

Isso tudo sem receber um centavo de indenização.

E para testar se você têm usado o seguro durante todos esses anos é simples: deixe de fazê-lo.

Sem o seguro do seu carro uma viagem pode se tornar um risco enorme. Pensamentos como: será que terei como consertar meu carro caso alguém bata nele? Será que essa pessoa assumirá o risco? Será que a rodovia possui um serviço adequado de assistência caso meu carro sofra uma pane? Será que eles me trarão até em casa? E minha família, terei que colocar em um taxi? Quanto custará esse taxi? 

E uma visita à um amigo para jantar, será que você usa o seguro nesta ocasião? Se você não renovar seu seguro será que você ficará tranquilo deixando seu carro na rua? E se a rua for mal iluminada, seu jantar será agradável e descontraído ou você terá que ir checar na janela a cada dez minutos se seu carro ainda está lá?

Se você achou que são pensamentos que não passam pela sua cabeça, é por uma única razão, hoje você tem um bom seguro e não precisa se preocupar com isso pois sua cabeça já acostumou a contar com essa proteção.

Seguro não é um mal necessário, seguro é tranquilidade.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Corretor de Seguros, o agente da desgraça. Graças a Deus!



Eu me pergunto em que momento o corretor de seguros adquiriu esta imagem de agente da desgraça? Muitas pessoas se referem à profissão como aquela que lucra com o azar alheio, como aquele profissional que sempre pensa no trágico. Não que isso seja mentira, mas ainda bem que o corretor de seguros faz isso!

Muitos corretores já ligaram para um cliente e receberam como resposta um "Ah não, já tenho que renovar?", mas será que estes clientes sabem da importância daquela ligação? E pior, será que os corretores tem consciência da função social que exercem.

Na busca implacável pelo melhor preço, o corretor de seguros se esquece que ele protege o bem mais importante de uma pessoa, seu futuro. Eu aposto que ninguém ao acordar de manhã se programa para bater o carro, ou melhor, eu tenho certeza que a maioria esmagadora de empresários não planeja, durante a elaboração do seu plano de negócios, um incêndio em seu estabelecimento, ou uma ação judicial que lhe custe anos de faturamento.

Este empresário planeja o lucro, o lançamento de produtos e a expansão de suas unidades. Um incêndio pode prolongar, e muito, que este empresário alcance seus objetivos. Mas existe uma pessoa que pode ajudar neste momento, na hora em que o empresário vê ruir todo o patrimônio que lhe custou uma vida: seu corretor de seguros.

Um seguro bem elaborado deve ser um dos principais pilares da construção de uma empresa, é o que sustentará os sonhos daquele empresário quando uma tragédia acontecer. Um seguro bem feito, não protegerá somente o empresário mas também seus colaboradores, a família dos seus colaboradores, seus clientes, seus fornecedores, pois como ficarão estas pessoas caso, do dia para a noite, a empresa vire cinzas?

Pensando que o valor das coisas está no tamanho do problema que elas podem resolver, será que um incêndio é um problema grande o suficiente para o empresário? 

A Associação de Genebra, em seu boletim anual de 2014, divulgou que "Os custos estimados com as perdas decorrentes de incêndios são de, aproximadamente, 1% do PIB global", se compararmos este percentual podemos perceber que nações com grande aparato militar, como o Japão, gastam 1% do seu PIB com despesas militares. Será que, a defesa militar é um problema grande o suficiente para o Japão como um incêndio deve ser para um empresário?

Trends in world military expenditure, 2014
Sam Perlo-Freeman,
Aude Fleurant, Pieter D. Wezeman and Siemon T. Wezeman
SIPRI
Fact Sheet

O corretor de seguros quando sai de sua corretora, vai até um cliente e oferece uma solução para um risco que aquele empresário possui está falando em nome do próprio empresário, ele está defendendo os interesses do próprio segurado, ele está garantindo que, caso ocorra uma tragédia, o maior sonho daquele empresário e até sua própria subsistência não vá por água abaixo, ele está garantindo que cada família de cada colaborador daquele empresário continue a ter renda após um sinistro. Será que isso não é importante?

O corretor de seguros precisa trazer para o radar de riscos do empresário a tragédia, precisa fazer com que o empresário perceba a fragilidade do seu negócio diante de algo que ele pode controlar.

Quando este empresário conseguir imaginar a cena de sua empresa pegando fogo, e sentir a tranquilidade de que, ainda com todos os problemas que um evento como este possa acarretar, o seu corretor de seguros conseguiu protegê-lo financeiramente, ele vai perceber a importância que tem uma apólice bem feita, o valor que tem uma boa corretagem de seguros e o papel essencial que possui o seu corretor de seguros.

O corretor tem que se orgulhar, e muito, do número de pessoas que ele ajuda, o corretor de seguros é sim, o agente da desgraça, da desgraça futura e incerta, e ainda bem que ele é.